Gás automotivo em 49 municípios de Santa Catarina
O coordenador automotivo e de gás natural comprimido (GNC) da SCGás, Ronaldo Macedo Lopes, visitou a Agência Adjori de Jornalismo (Adjori/SC), para falar das projeções da companhia em Santa Catarina. Ele é graduado em Engenharia de Produção e Sistemas (UFSC), especialista em Sistemas de Gestão (Univali) e mestrando em Engenharia de Produção (UFSC).
A SCGás é, hoje, a terceira maior distribuidora de gás do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo. "Este é um mercado de nicho, não temos como competir com o Rio de Janeiro, por exemplo, que tem aproximadamente 9 milhões de veículos. Santa Catarina tem um terço disso. São comparações diferentes, tempos de operação diferentes, aspectos culturais diferentes. Lá existe uma cultura que aceitou o gás muito facilmente", explica Ronaldo.
Santa Catarina
"Hoje a SCGás distribui, em patamares médios, em torno de 300 mil/m3 por dia. Isso representa um consumo e uma abrangência social em torno de 93 mil usuários. Em todas as regiões do Estado temos um ponto de consumo de GNV", afirma o coordenador.
No Estado, a SCGás tem uma rede de 135 postos, dos quais 117 estão estruturados sobre a linha de rede e distribuição de GNV, e os outros 18 estão no modal GNC. Assim, Santa Catarina é o segundo Estado do país na cobertura de municípios, com 49 municípios dos 253 catarinenses abastecidos, esse sim chegando a estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
Região Oeste
Ronaldo Lopes diz que é importante que as pessoas saibam que a companhia tem uma preocupação constante em expandir o Programa de Interiorização do Gás. Isso ocorre por meio do transporte de GNC em carretas, saindo das regiões onde há os postos de compressão e levando até o interior do Estado. O GNC é uma modalidade de transporte do gás natural em estado gasoso, que permite que esse gás seja distribuído para cidades do interior.
"No Oeste temos planos de expansão, sim. São Lourenço do Oeste é um dos municípios onde nós estamos tentando implantar projetos de GNC. Hoje, com o Programa de Interiorização, conseguimos atender Porto União, Chapecó e Concórdia, que são os pontos mais distantes da rede, por exemplo. Em Concórdia e Chapecó já vamos ter condições de atender a uma demanda inicial de gás."
Região Sul e Região Serrana
Ronaldo explica que a SCGás atende à região Sul de uma maneira bem mais ampla, não só com GNV, mas também com gás natural. São contempladas as regiões de Criciúma, Tubarão, Orleans, Braço do Norte, Sombrio e, no Extremo Sul, São João do Sul - neste ponto não só com o GNV, mas com o GNC também.
"Essa região é um dos polos mais importantes que temos no merca-do automotivo, tem uma aceitação e uma média de participação em um limiar de 10% da frota. É o mercado que melhor aceitou o GNV. A cada três veículos do Sul do Estado, um utiliza o gás."
Na região Serrana existem dois postos em Lages, e o comportamento do mercado ainda está sendo estudado. "Esses dois postos têm uma boa aceitação, tanto para veículos da região quanto para fluxo de passagem".
Competitividade
O principal objetivo da Companhia é tornar o GNV competitivo no mercado. Para isso, a SCGás faz a antecipação da demanda, ou seja, começa a distribuir o gás, por meio do Programa de Interiorização, e vai criando mercado no interior.
Recentemente a SCGás iniciou uma campanha de compensação tarifária - em torno de 13 centavos -, gerando uma redução de 11,5% no preço ao consumidor final. O preço nos postos está em torno de R$ 1,99. Isso amplia a situação favorável de competitividade.
"Um dos pontos fortes é também a estabilidade do preço em relação aos combustíveis líquidos. Há estudos que ostram que, utilizando GNV, há uma economia de 50% em relação à gasolina e 55% em relação ao Etanol. Historicamente, desde 2001, que é quando o programa foi implantado, o GNV nunca teve uma economia inferior a 30%."
Com informações da Agência Adjori de Jornalismo. Texto revisado pela redação.







