Estado tem a menor taxa de desemprego
Assim como em todos os outros estados, a desocupação aumentou em Santa Catarina, mas o índice daqui ainda é o menor do Brasil

Santa Catarina é o Estado brasileiro com o maior percentual de pessoas empregadas no setor privado com carteira de trabalho, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad), IBGE, divulgada neste mês de agosto (veja os números ao lado). O Estado apresenta uma taxa de 89,7%, enquanto a média nacional é de 77,3%. Para se ter uma ideia, este mesmo índice é de 51,8% no Maranhão, estado com a menor taxa neste quesito.
Outro dado positivo diz respeito à taxa de desocupação (desemprego) dos catarinenses, de forma geral, no segundo trimestre deste ano: temos o menor índice do Brasil: 6,7%. No país, a média ficou em 11,3%. Ainda que o percentual seja quase o dobro do mesmo período do ano passado, quando foi de 3,9%, o secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Geraldo Althoff, comemora os números. “Santa Catarina foi o último Estado a entrar na crise e será o primeiro a sair; por isso estamos com um dos melhores desempenhos em ocupação e uma boa taxa de empregos na iniciativa privada”, destaca Althoff.
O índice mostra a taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade.
O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, compartilha da opinião do secretário e ressalta que “apesar da forte crise, o Estado mantém um desemprego em níveis moderados por causa da diversificação econômica, que permite uma maior mobilidade do emprego entre os diferentes setores”.
Para o presidente da FCDL/SC, Ivan Tauffer, é fato que a agroindústria tem segurado os números de emprego em Santa Catarina em relação ao restante do país. “No caso do varejo, o setor aqui é pulverizado e predominantemente formado por micro e pequenas empresas, que acabam demitindo menos do que grandes redes por ter número já reduzido de colaboradores”.
Dados do SPC/SC indicaram aumento nas vendas para o Dia dos Pais – em algumas regiões superior a 3% - o que é um sinal de recuperação do comércio.
Na Indústria, o Estado fechou o semestre com o segundo maior desempenho do país, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, diz que o pior da crise já passou: “Não vamos crescer, mas não continuaremos eliminando postos de trabalho, o que é bom”.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias (RCN / Adjori SC). Texto revisado pela redação.






