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Diversificação no campo: marca de SC

Produtores catarinenses destacam-se na 39ª Expointer, em Esteio

Diversificação no campo: marca de SC
Bianca Backes/Agência Adjori

Por um bom motivo, Santa Catarina tem menos de uma dezena de exemplares de gado bovino expostos na 39ª Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, neste ano. O Estado é o único livre da febre aftosa no Brasil e, por isso, bois e vacas que são transportados para fora das fronteiras catarinenses não podem mais ser trazidos de volta. Isso faz com que os produtores prefiram não levar os seus animais à feira: os únicos que foram expostos já tinham sido vendidos a produtores rurais gaúchos antes do evento, que é maior do estilo na América Latina e atrai produtores e empresários do mundo todo.

O fato dos “nossos” bois não precisarem ser vacinados permitiu, por exemplo, que 3,8 mil bezerros desmamados, de diversas raças, fossem exportados para a Itália no primeiro semestre deste ano. Não fosse nestas condições, provavelmente este negócio não teria sido fechado, como explica o médico veterinário, técnico da Associação Brasileira de Hereford e Braford e da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, Hernani Nerbas. “É um número muito expressivo de animais para exportação, principalmente porque o volume da produção catarinense é pequeno, comparado ao de estados como o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso”, avalia o veterinário.

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Mas, se são poucos – e bons – exemplares de gado bovino oriundos de Santa Catarina expostos na feira, a diversidade do agronegócio catarinense está bem representada, no que diz respeito a gado ovino, gado equino, agricultura familiar e cooperativismo.

Ovinos - Expositor no evento desde 2009, o criador de ovelhas Frederico Jaeger Filho, proprietário da Cabanha Ovelha Negra, de Ibirama, tem animais premiados nesta e em outras feiras do ramo. Responsável pela produção de animais da raça Hampshire Down, ele explica que Santa Catarina se destaca na criação de ovinos por causa do investimento na tecnologia genética. E diz que as ovelhas são uma boa alternativa para pequenas propriedades e terrenos acidentados.

Equinos - Com 21 animais da raça Cavalo Crioulo, a Cabanha Maior, de Painel, se destaca na 39ª Expointer. Coleciona prêmios em feiras do ramo e tem uma égua disputando o concurso de morfologia (que avalia a beleza dos animais), com grande expectativa de vitória.

Empreendedorismo

Quando transportava lenha e madeira para a construção civil, o agora empresário Biratan Rossoni olhava para o material e pensava como poderia ser aproveitado para a fabricação de móveis. Há dois anos, ele resolveu investir na própria fábrica de móveis de madeira rústica, em Jupiá, no Extremo Oeste catarinense e, nesta edição da Expointer, é um dos catarinenses a expor na feira. A expectativa é divulgar o trabalho e aquecer as vendas.

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Cooperativismo

As cooperativas catarinenses são destaque no evento, com apresentação de cases de sucesso em palestras, rodas de conversa, workshops e rodadas de negócio durante a Expointer. O presidente da Ocesc, Luiz Vicente Suzin, representantes da Fecoagro e dirigentes de cooperativas são responsáveis pelas exposições. O cooperativismo de crédito, forte na região Sul do país, que impulsiona não só o empreendedorismo no campo, mas na cidade também, está presente na feira. O Sicredi, que tem base em 73 cidades catarinenses - e é o maior responsável pela liberação de crédito pelo Pronaf, via BNDES, para todo o Brasil - disponibiliza R$ 300 milhões em crédito durante a feira.

Com informações da Rede Catarinense de Notícias / Agência Adjori. Texto revisado pela redação.

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