Costa catarinense de frente para os negócios
Com seis portos, Santa Catarina tem geografia e estrutura privilegiadas no escoamento da produção agrícola e industrial para outros países. Vocação portuária do Estado foi destacada pelo ministro dos Portos, Edinho Araújo, e a da Agricultura, Kátia Abreu, em visita a Florianópolis

Empolgado com a vocação portuária de Santa Catarina, o ministro dos Portos, Edinho Araújo, não poupou elogios ao governo do Estado e à iniciativa privada catarinense, em visita a Florianópolis, no último dia 4 de agosto. Ele e a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, estiveram no evento que anunciou investimentos bilionários no setor que impulsiona as exportações da produção catarinense para o mundo inteiro.
O evento contou, ainda, com a assinatura de dez protocolos de intenção de instalação e ampliação de empresas no Estado. A previsão de investimento para os próximos três anos é de R$ 2,7 bilhões, o que deve levar a geração de 650 empregos nos municípios de Itajaí, Otacílio Costa, Brusque, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Chapecó e Corupá. Entre as indústrias envolvidas está a Irmãos Fischer, de Brusque, que anunciou a ampliação de sua linha de produção.
“Todos nós sabemos que quem gera emprego é a iniciativa privada. É preciso ter coragem de ouvir os que produzem neste país”, destacou Araújo, se referindo à iniciativa do governador Raimundo Colombo de realizar um trabalho em conjunto com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) para atrair investimentos internacionais ao Estado.
A zona portuária catarinense está ligada a mais de 160 portos no mundo inteiro e o Estado já é o segundo que mais movimenta contêineres no país. Hoje, 87% das exportações e 82% das importações se dão pelo modal portuário, em Santa Catarina. O objetivo, agora, é dar ainda mais fluidez aos trâmites que permitam o desenvolvimento portuário catarinense.
O incentivo à navegação de cabotagem e o aumento no número de fiscais sanitários foram algumas das principais reivindicações feitas pelo presidente da FIESC, Glauco José Côrte, aos ministros, durante o evento de lançamento do SC Acelerando a Economia - Edição Portos. Em sua argumentação, o industrial falou sobre a situação de Itajaí. “Hoje o Porto de Itajaí trabalha sob regime de emergência. As fiscalizações são feitas apenas três vezes por semana, o que prejudica o funcionamento do porto”, afirmou Côrte.
A Secretaria de Estado da Fazenda, a Fatma e o BRDE assinaram um acordo para agilizar a emissão de licenças ambientais para obras de implantação e expansão de infraestruturas de portos, em Santa Catarina. A aceleração dos processos de licenciamento, e a construção de um diagnóstico de desafios e oportunidades do setor, também anunciada nesta terça-feira, integram a nova agenda de portos do governo do Estado, que recebeu contribuições técnicas da FIESC.
“Não estamos permitindo que a crise paute as nossas ações. Trabalhamos focados nas soluções. E a exportação, por meio de portos eficientes e competitivos, é instrumento valioso para alcançarmos este objetivo”, defendeu Côrte. Também foi anunciada a criação de um grupo de trabalho para elaborar o Zoneamento Ecológico-Econômico da Baía da Babitonga. As informações obtidas pelo levantamento serão utilizadas para qualificar futuros investimentos na região, garantindo seu uso racional.
Com informações da Agência Adjori / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.







