Cooperativas de crédito têm crescimento de 8,3% em 2016
Enquanto isso, bancos tradicionais têm queda de 6,1% no mesmo período. Proximidade com os associados é um dos fatores que influencia no avanço destas instituições financeiras

Segundo dados do Banco Central do Brasil, as cooperativas registraram, no primeiro semestre de 2016, um desempenho muito positivo nas operações de crédito em comparação com os bancos. Enquanto os financiamentos pelos bancos caíram 6,7% no período, nas cooperativas houve avanço de 8,3%. Os números mostram que, dados os desafios da crise econômica, as cooperativas têm levado vantagem competitiva na oferta de crédito, por oferecerem condições mais vantajosas aos clientes.
O crescimento das operações de crédito nas cooperativas revelam que, independentemente de crise, o modelo de negócio tem gerado resultados positivos: em momentos de retração da economia, os bancos tendem a restringir o crédito e sofrer com os índices de inadimplência, o que não se verifica nas cooperativas. Os custos e taxas de juros menores e oferta de microcrédito são razões pelas quais as cooperativas têm mantido crescimento nos últimos anos.
Foco no associado - O presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Müller, reforça que o foco no associado, independentemente do tamanho do investimento que ele procura fazer, é o principal diferencial das cooperativas de crédito.
Para o gerente comercial do Sicoob em Santa Catarina, Pedrinho Vignati, o diferencial das cooperativas é a proximidade com o público e o conhecimento do cliente. Segundo ele, 51% das operações de crédito do Sicoob direcionadas a pessoas jurídicas, e 90% deste montante é ofertado a micro e pequenas empresas. Deste modo, as cooperativas mantêm um padrão de operações que as protege do cenário econômico desfavorável.
Ainda segundo o Banco Central, os recursos emprestados pelas cooperativas cresceram três vezes em cinco anos: saltaram de R$ 26 bilhões em 2010 para R$ 73 bilhões no fim do ano passado; e o número de brasileiros associados a uma delas chegou a 8,7 milhões.
O diretor financeiro do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Renato Vianna, explica que só no 1º semestre de 2016 foram efetivadas 4.451 novas operações de crédito pela instituição no três estados do Sul – e que isso só foi possível, em maior parte, por causa dos convênios com cooperativas de crédito. "Nos estados do Sul temos esta característica forte do cooperativismo e do associativismo, que veio com os imigrantes europeus", explica Vianna.
Considerando Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as cooperativas de crédito estão em 90% dos municípios - bem acima, por exemplo, da média nacional, que é de 44%.
Com informações da Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.






