Consumidores estão mais otimistas para 2026 do que empresários em SC, aponta pesquisa da Fecomércio
Entre os empresários, esse percentual cai para 33%, o equivalente a um terço do total. Os dados são de pesquisas realizadas pela Fecomércio de Santa Catarina no fim do ano passado

Foto divulgação - Consumidores estão mais otimistas para 2026 do que empresários em SC, aponta pesquisa da Fecomércio
Entre os empresários, esse percentual cai para 33%, o equivalente a um terço do total. Os dados são de pesquisas realizadas pela Fecomércio de Santa Catarina no fim do ano passado
O ano de 2026 começa com expectativas divergentes para a economia entre consumidores e empresários catarinenses. Enquanto os clientes do varejo demonstram maior otimismo, entre os empreendedores predomina a cautela. Mais da metade dos consumidores (55%) acredita que a situação econômica vai melhorar neste ano. Entre os empresários, esse percentual cai para 33%, o equivalente a um terço do total. Os dados são de pesquisas realizadas pela Fecomércio de Santa Catarina no fim do ano passado.
Entre os varejistas, apenas 26,2% dos entrevistados afirmaram que pretendem investir no negócio, seja com a abertura de novas lojas ou a ampliação das já existentes. Por outro lado, a maioria (63,5%) afirmou que não fará investimentos no período, enquanto pouco mais de 10% não souberam responder.
Em relação à economia como um todo, 35,4% dos empresários acreditam em uma piora do cenário ao longo do ano, enquanto 33,3% disseram confiar em uma melhora. Uma parcela relevante, de 21%, avalia que a situação deve permanecer igual, e 10,4% não souberam responder.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o alto custo do crédito é o principal fator de pessimismo entre os empresários. O ano começou com a taxa básica de juros, a Selic, em 15%, o maior patamar em duas décadas. O cenário eleitoral também pode ter impactado negativamente os resultados do levantamento.
“Os empresários estão cautelosos, e com razão. Embora haja a perspectiva de queda dos juros neste ano, em função da inflação mais baixa, o crédito segue muito caro. É possível que a situação melhore ao longo do ano, mas precisamos acompanhar. Além disso, os gastos do governo podem aumentar em razão das eleições. Todo esse contexto ajuda a explicar o pessimismo entre os empresários”, afirma Dagnoni.
Consumidores mais otimistas
O sentimento entre os consumidores é distinto. A maioria dos entrevistados (55%) acredita em uma melhora do cenário econômico ao longo do ano. Já 23% creem em uma piora, enquanto 19% avaliam que a situação deve permanecer igual.
A pesquisa da Fecomércio foi realizada em sete cidades catarinenses. Itajaí apresentou o maior índice de otimismo, com 81% dos entrevistados afirmando que haverá melhora. Em Lages, o percentual também ficou acima da média estadual, com 80,7%. Em Criciúma, a taxa foi de 56,3%, levemente superior à média. Por outro lado, Chapecó (53%), Florianópolis (52%) e Blumenau (48%) registraram percentuais abaixo da média estadual. O resultado mais surpreendente foi o de Joinville, onde apenas 17% dos entrevistados acreditam em melhora do cenário econômico.



