Consulta pública aponta saturação da BR-470 como prioridade no Vale do Itajaí
Pesquisa do governo estadual ouviu a sociedade por oito meses e aponta soluções para a saturação da rodovia que corta Apiúna e Ascurra

A consulta pública do Plano Estadual de Logística de Transportes (PELT), promovida pelo Governo de Santa Catarina, apontou a necessidade de reduzir a saturação da BR-470, rodovia que corta o Vale do Itajaí e liga Apiúna e Ascurra ao restante do estado. A proposta também pede mais integração entre os modais rodoviário, ferroviário e portuário na região.
Em 29 de outubro, o jornal mostrou que a segunda carreta de um bitrem tombou em uma curva da BR-470, entre Indaial e Rodeio, episódio que reforça os riscos apontados sobre o tráfego intenso na rodovia.
O levantamento, conduzido pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), ficou aberto por oito meses e recebeu 47 contribuições, organizadas em cinco eixos territoriais. Metade das sugestões tratou do modal ferroviário, com pedidos de uma conexão entre o Oeste e o Litoral catarinense, uma ferrovia paralela à BR-101 e estações intermodais no próprio Vale do Itajaí, considerado estratégico para a atividade portuária do estado.
"As contribuições demonstram que os projetos ferroviários que o Estado vem desenvolvendo nos últimos anos, assim como o movimento liderado pelo governador Jorginho Mello junto aos estados do Codesul para garantir uma malha ferroviária integrada, atendem às expectativas e demandas", afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.
Os demais eixos trouxeram pautas próprias. No Grande Oeste, o foco foi vencer grandes distâncias pela ferrovia. No Norte, as propostas miraram os acessos portuários pela BR-280 e ajustes na BR-101. Já na Grande Florianópolis, prevaleceram temas como a mobilidade entre a ilha e o continente, a infraestrutura aeroportuária e o transporte aquaviário.
Outras sugestões incluíram obras em contornos urbanos, intervenções nas rodovias BR-101, BR-282 e BR-470, ampliação da cabotagem entre portos catarinenses, uso de barcaças no rio Itajaí-Açu e horários restritos para o transporte de supercargas. Também apareceram propostas de metrô ou Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para a região metropolitana da capital.
"As contribuições públicas registram a manifestação da sociedade organizada e revelam as reais necessidades que precisam ser abordadas e previstas no PELT. Elas não substituem os estudos técnicos, mas o perfil dos participantes, formado por órgãos governamentais, operadores privados e acadêmicos, garantem maturidade ao que está sendo construído", avaliou Amaral.
As sugestões agora seguem para análise técnica da Infra S.A., empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes, contratada para elaborar o plano. Um grupo de trabalho da SPAF continua acompanhando o andamento do PELT, cuja conclusão está prevista para fevereiro de 2027.
Com informações de Governo de SC ↗. Texto revisado pela redação.







