Como escolher um smartphone
Consumidor precisa analisar o custo/benefício

Os smartphones figuram no topo da lista de presentes desejados para este Natal. E a indústria apostou forte nisto e inundou o mercado com muitos modelos que tornam um pouco complicada a vida de quem pretende comprar um para presentear. O jornalista especialista na área e que há ano se dedica a ajudar consumidores em seu site manualdousuario.com.br, recebendo em torno de 5 mil visitantes por dia, Rodrigo Ghedin, explica que a variedade de modelos e preços é boa por um lado, mas esconde algumas armadilhas. Muitas vezes, segundo ele, vale mais a pena investir de R$ 50,00 a R$ 100,00 a mais em um aparelho para ter uma experiência muito melhor.
Uma tendência que ganhou espaço entre os fabricantes este ano foi apostar em telas maiores mas não é esse o critério que deve influenciar a escolha. Segundo Rodrigo, o consumidor precisa analisar o custo/benefício para definir quanto vai investir. "Quem usa muito redes sociais não pode comprar um aparelho com pouca capacidade de memória. Se tiver um aparelho com menos de 1GB, instalar o whatsapp e começar a baixar fotos logo ficará sem espaço para nada. Então, é importante ficar atento para isto", afirma.
Uma regra geral sobre se um modelo é bom ou não, explica Rodrigo, está ligada diretamente ao preço. "Quanto mais qualidade da tela de imagem, mais espaço de memória e melhor câmera fotográfica, maior será o preço. Então, os melhores sempre serão os mais caros", diz. Mas é possível ter um bom aparelho sem a necessidade de investir nos mais caros. Em termos de duração de bateria, não há muita diferença entre os disponíveis no mercado.
Quem está acostumado com um celular comum que tem uma bateria capaz de durar até uma semana vai estranhar um smartphone: a bateria dura em geral um dia ou até menos, dependendo do uso. Para os que gostam de fotografar, uma boa notícia: os gadgets que foram lançados esse ano chegaram com câmeras melhores. Dá para fazer uma selfie com boa qualidade e postar na rede social.
Já os fanáticos por aplicativos ficam restritos a dois sistemas operacionais. O melhor disparado continua sendo o iOS do iPhone. Depois vem o Android. É neles que os desenvolvedores se concentram para disponibilizar uma variedade de apps. As que fazem mais sucesso sempre chegam primeiro para o iPhone e depois ganham suas versões para os aparelhos com Android.
OBSERVE ALGUNS DETALHES
CHIP - SoC é a sigla para System-on-a-Chip, ou seja, um chip que traz, embarcados, a maioria ou todos os componentes vitais para que um dispositivo móvel funcione. A fabricante de SoCs ARM mais popular, hoje, é a Qualcomm. Ela produz a linha Snapdragon que equipa os smartphones mais poderosos dos universos Android e Windows Phone. Considere a "nota de corte" o Snapdragon 400: dele para baixo, grandes são as chances de você decepcionar com o desempenho.
MEMÓRIA - Existem dois tipos de memória em um smartphone que devem ser alvos de atenção. A RAM é a memória que os apps e o sistema usam temporariamente. A memória interna é o espaço que "guarda" indefinidamente o próprio sistema, apps e dados do usuário - fotos, músicas, arquivos de texto e tudo mais que for gerado pelos apps. Em questão de RAM, o mínimo aceitável no Android é 1 GB. Com 768 MB você se verá com algum sufoco ocasional em sessões mais intensivas com a abertura de múltiplos apps ao mesmo tempo. 512 MB? É fria. Em relação à memória interna o mínimo recomendado é 8 GB.
3G ou 4G - É padrão de conectividade, se o smartphone conversa com redes 3G ou 4G. A primeira tecnologia é bastante difundida e a 4G ainda engatinha.
ANDROID - Não pegue nada anterior ao Android 4.1. O sistema operacional é mais lento e não aceita boa parte dos aplicativos disponíveis.







