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Especial de Natal

Não coloque fogo na casa

Não coloque fogo na casa
Arquivo Jornal Parole

Os alemães souberam transformar a tradição dos mineiradores em atração turística, mas muito antes disso as luzes de Natal começaram a enfeitar pinheiros nos Estados Unidos. Não eram propriamente lâmpadas. As pessoas usavam velas, mesmo sabendo que corriam risco de colocar fogo na casa, o que não era raro de acontecer.

Thomas Edison foi o primeiro a utilizar luzes elétricas na decoração, isto em 1880. Tendo criado as lâmpadas incandescentes, ele resolveu pendurar algumas ao redor do seu laboratório no Parque Menlo para chamar a atenção de quem passava pela ferrovia nos dias que antecediam o Natal. Mas foi em 1882 que o inventor Edward Hibberd Johnson, que na época era o vice-presidente da Edison Electric Light Company, criou um conjunto com 80 lâmpadas incandescentes vermelhas, brancas e azuis para um pinheiro. Johnson exibiu esta nova invenção em seu salão na Quinta Avenida em Nova York no dia 22 de dezembro 1882, o que fez daquela data a noite de abertura para a iluminação da árvore de Natal com lâmpadas elétricas.

Quando passaram a ser comercializadas, as luzes de Natal costumavam vir em uma caixa de madeira com todas as coisas necessárias para a instalação - as bases, fio, e as lâmpadas. O fato de seguradoras pararem de pagar por danos causados em residências queimadas pelo uso de velas também ajudou a invenção de Johnson a deslanchar. Depois dele, várias empresas entraram no mercado e as lâmpadas ganharam novos formatos. Com a evolução da tecnologia, elas foram ficando menores até chegarem no que se tem hoje. No Brasil, os chamados pisca-pisca se popularizaram depois que iniciaram as importações da China. Hoje, não decoram apenas pinheiros, mas casas, jardins e ruas inteiras.

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