Santa Catarina conquista 11ª Indicação Geográfica com o reconhecimento do Frescal de São Joaquim
O INPI reconheceu o Frescal de São Joaquim como Indicação de Procedência, elevando para 11 o número de IGs em Santa Catarina. O registro, apoiado por Sebrae/SC, Coopernovilhos e Sape, reforça tradição, protege o produto e amplia mercados e renda para produtores da Serra catarinense.

Imagem divulgação - Santa Catarina conquista 11ª Indicação Geográfica com o reconhecimento do Frescal de São Joaquim
O INPI reconheceu o Frescal de São Joaquim como Indicação de Procedência, elevando para 11 o número de IGs em Santa Catarina. O registro, apoiado por Sebrae/SC, Coopernovilhos e Sape, reforça tradição, protege o produto e amplia mercados e renda para produtores da Serra catarinense.
Santa Catarina passou a contar com 11 Indicações Geográficas após o INPI reconhecer o Frescal de São Joaquim como Indicação de Procedência. O registro valoriza a tradição e a origem do produto típico da Serra Catarinense. O processo contou com apoio de instituições locais e amplia oportunidades para produtores da região.
Reconhecimento oficial do Frescal de São Joaquim
Na terça-feira, 19, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou o reconhecimento do Frescal de São Joaquim como Indicação Geográfica na modalidade Indicação de Procedência (IP). Esse registro soma-se às outras 10 IGs já existentes em Santa Catarina, reforçando a identidade dos produtos locais.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) emite o documento que delimita a área geográfica do Frescal, submetido ao INPI para análise. O processo contou com o apoio do Sebrae/SC, Coopernovilhos, Faesc e Sindicato de São Joaquim, que colaboraram para a formalização do pedido.
Segundo o secretário da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, o reconhecimento amplia as oportunidades para os produtores e fortalece o desenvolvimento regional. Ele afirmou que a Indicação Geográfica agrega valor aos produtos, abre mercados e gera renda para toda a cadeia produtiva.
Tradição e características do Frescal
A Indicação de Procedência identifica produtos cujo nome está ligado a uma região específica. No caso do Frescal, a tradição remonta ao século 18, quando tropeiros que conduziam gado do Rio Grande do Sul até Sorocaba (SP) utilizavam a região do Planalto catarinense para descanso e engorda dos animais. Nessa prática, a carne era salgada para conservar durante as viagens longas.
Com o tempo, famílias locais aprimoraram a técnica, originando o Frescal de São Joaquim. O nome surgiu há cerca de 50 anos, quando um jornalista paulista, ao provar a carne em uma churrascaria local, afirmou que não era charque nem carne fresca, mas sim um “frescal”. A expressão popularizou o produto nacionalmente.
O gado é criado solto e alimentado em pastagens nativas de altitude, em ambiente de baixas temperaturas na Serra catarinense. Essas condições naturais contribuem para a maciez e o sabor característicos da carne. O preparo mantém métodos artesanais, com salga e cura ao ar livre ou em locais controlados, sem exposição direta ao sol.
Processo de maturação e reconhecimentos
Diferente do charque ou da carne de sol, o Frescal passa por maturação curta, de até 48 horas, o que preserva a maciez, a coloração rosada e a suculência do produto. Essa técnica mantém as características originais da carne.
O Frescal foi o primeiro produto cárneo de Santa Catarina a receber o Selo Arte, concedido pela Cidasc. também, São Joaquim oficializou o Churrasco de Frescal como prato típico local, e o produto foi declarado patrimônio cultural catarinense.



