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Morre o professor Alcides Abreu, um nome que entra para a História de SC

Em quase 90 anos, o intelectual nascido em Bom Retiro foi um inovador: criou o BESC e a Udesc, entre outras obras

Morre o professor Alcides Abreu, um nome que entra para a História de SC
Foto: Blog do Dilvo Tirloni

Considerado um dos mais geniais intelectuais de Santa Catarina, morreu nesta m adrugada no Hospital de Caridade, na Capital, o professor Alcides Abreu, aos 89 anos. Foi idealizador do extinto Besc, Banco do Estado de Santa Catarina, e da Udesc, que então recebeu o nome de Universidade para o Desenvolvimento de Santa Catarina.Ovelórioseráhoje (22), a partir das 14h, no Jardim da Paz. O sepultamento ocorre amanhã também às 14h. Ele deixa a segunda esposa Edinete, e 3 lhas, 6 netos e 2 bisnetos do primeiro casamento com Sara Abreu.

Segundo reportagem escrita pela jornalista Denise Montagna, do setor de Divulgação Assembleia Legislativa, por ocasião do lançamento do livro “Alcides Abreu: Construtor do Futuro”, de autoria do desembargador Volnei Ivo Carlin e do jornalista Moacir Pereira, em 2009, “Alcides Abreu nasceu em Bom Retiro, na Serra catarinense, em setembro de 1926. Doutor em Direito, foi professor universitário, economista e administrador. Teve destacada atuação na administração pública nos últimos 50 anos, participou efetivamente dos governos de Celso Ramos e Colombo Salles, presente à sessão. Também foi o idealizador do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)”.

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“Seguidor da doutrina espírita Abreu, ao longo de seus 83 anos, dedicou-se a trabalhos voluntários em centros espíritas, no Hospital de Caridade e na Penitenciária de Florianópolis”.

No dia do lançamento do livro, após receber inúmeros elogios e o reconhecimentodosoradoresqueo sucederam, o professor optoupornãolerodiscurso que havia preparado. Ao descrevê-lo em tópicos, o homenageado não escondeu sua emoção ao relembrar de passagens de sua história sempre relacionadas ao contexto mundial. “Tenho como premissa que a vida nas partes econômica e política não anula a vida na parte social. Quero agradecer as palavras e as homenagens que recebi. Tenho orgulho da capa deste livro que percorrerá todo o Estado”, declarou.

Ainda segundo a Agência ALESC, o então presidente da Casa, deputado Jorgi-nho Mello, funcionário de carreira do BESC, comentou que o professor foi o cor-rentista número 1 do banco e que era exaltado pelos servidores. “Digo, em nome dos 40 deputados, que Santa Catarina lhe deve muito. Que Deus lhe dê muitos anos de vida para que continue brilhando e sendo seguido”, desejou.

Já o então governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) ressaltou seu empreendedorismo, falando sobre a criação e implantação do banco estadual, entre outras ações de sua autoria. “É um grande observatório da realidade catarinense, um telescópio mais potente que o criado por Galileu Galilei, desenterrando práticas esquecidas e valorizando-as”, armou Luiz Henrique, que também morreu neste ano, em 10 de maio.

Com informações da Agência Adjori de Jornalismo / Rede Catarinense de Notícias. Texto revisado pela redação.

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